Ricardo Pais

Ricardo Pais nasceu em 1945. Enquanto aluno da Faculdade de Direito de Coimbra, inicia-se no teatro como membro do CITAC — Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra. Entre 1968 e 1971, frequenta o curso superior de Encenação do Drama Centre London, onde obtém o Director’s Course Diploma. Foi professor da Escola Superior de Cinema de Lisboa (1975-83); coordenador dos projectos Área Urbana — Núcleo de Ação Cultural de Viseu (a partir de 1985) e Fórum de Viseu — Serviço Municipal de Cultura e Comunicação; diretor do Teatro Nacional D. Maria II (1989-90); e comissário geral para Coimbra — Capital do Teatro (1992-93). Foi diretor do Teatro Nacional São João (TNSJ) entre 1995 e 2000, cargo que voltou a assumir em 2002. Entre abril de 2007 — altura em que o TNSJ é transformado em Entidade Pública Empresarial — e fevereiro de 2009, assume as funções de Presidente do Conselho de Administração e Diretor Artístico. Dirigiu o festival PoNTI — Porto. Natal. Teatro. Internacional. nas edições de 1997, 1999 e 2004, tendo esta última acolhido excepcionalmente o XIII Festival da União dos Teatros da Europa. Desde 2003, encenou um Hamlet a mais, a partir do texto de W. Shakespeare (2003); Figurantes, de Jacinto Lucas Pires (2004); D. João, de Molière (2006); Frei Luís de Sousa [Leituras Encenadas], de Almeida Garrett (2006); e O Mercador de Veneza, de W. Shakespeare (2008), entre outros. Após um interregno de dois anos, regressou à criação artística com Sombras, espectáculo que cruza o fado com passos da mais alta literatura dramática portuguesa (2010). Recriou, para a Companhia de Teatro de Almada, O Mercador de Veneza, de W. Shakespeare, sobre a montagem original do Porto (2012). Em novembro de 2016 encenou, para o Teatro Nacional São Carlos, Oedipus de Igor Stravinsky. Desde o ano 2000 os seus espectáculos têem sido apresentados internacionalmente para lotações esgotadas, de São Paulo a Paris ou Moscovo, em mais de 15 cidades.